Entre Verdades e Mentiras

O ex-piloto italiano, Andrea de Cesaris, carrega um recorde nas suas 15 temporadas de Fórmula 1 (de 1980 até 1994): maior números de corridas sem nunca ter vencido.

Mas nem sempre foi assim. Andrea teve uma carreira recheada de bons resultados antes de ingressar na categoria máxima, motivados, é verdade, pelo dinheiro de sua família e da Marlboro. A marca de cigarros o acompanhou na Alfa Romeo e na equipe McLaren.

Em 1981, a McLaren passava por profundas mudanças, com a chegada de Ron Dennis. Os pilotos eram John Watson e de Cesaris. Enquanto o primeiro venceu uma prova na temporada e marcou 18 pontos, Andrea conseguiu apenas um, em 14 corridas disputadas.

Apenas no Grande Prêmio da Holanda, o piloto ficou de fora, por causa da seguinte batida durante os treinos:

Durante os treinos para o Grande Prêmio da Holanda…

Muito questionado, de Cesaris falou sobre o acontecido:

“Eu sei exatamente o que aconteceu. No final da reta eu coloquei meu pé sobre o pedal do freio, e num primeiro momento os freios estavam OK. Em seguida, o pedal afundou. Na minha opinião, eu não tive qualquer frenagem a partir desse instante. Mas algumas pessoas me disseram - e eu tenho fotografias que mostram a mesma coisa - que os freios traseiros estavam travados, então tenho que aceitar que os freios traseiros funcionavam. Porém, em qualquer carro de corrida, os freios traseiros correspondem por uma pequena quantidade do trabalho. E quando olhamos para os pneus da frente, eles não estavam travados, o que sugere que os freios dianteiros não estavam funcionando.”

de Cesaris perdeu o controle da Mclaren e acertou os pneus

“Eu sei que o acidente em Zandvoort não foi culpa minha. Várias pessoas disseram que eu freiei muito tarde na curva, mas se eu tivesse errado - e eu admito que às vezes cometo erros, como qualquer outra pessoa - não teria perdido o ponto de frenagem completamente. Nessa velocidade, você não escolheria ir de frente como eu fui: você iria girar o carro. Eu não culpo a minha equipe, porque eles fizeram o melhor que podiam. Só não aceito quando as pessoas dizem que a culpa foi minha. Se eles não querem acreditar, essa é a sua escolha. Mas eu estou dizendo a verdade.”

“Sei que algumas pessoas acreditam que eu sofro acidentes porque não sou bom o suficiente, mas sei também, que este não é o verdadeiro Andrea, não é o cara que estava dirigindo 100% na Fórmula 3 ou no ano passado. Quero me livrar desta imagem e mostrar para todas as pessoas que não sou um 'crasher'.”

Foram mais de vinte carros da McLaren destruídos. Desse modo, era impossível renovar o contrato do italiano, que voltou para a Alfa Romeo.

Com o passar dos anos, Andrea se tornou um piloto consistente, conseguindo bons resultados e pódios. Apesar da reviravolta, a vitória não aconteceu.

fonte:blogsportf1

500.000 Acessos


Fala galera do GP Expert, ontem chegamos a marca de 500.000 acessos, neste quase um ano e meio só tenho que agradecer você nosso amigo e leitor. E para quem não percebeu estamos criando um "banco de dados" sobre todas as corridas de F1. Não é um banco de dados porque todos os dados estãosendo incluidos pagina por página ou seja cada link tem que ser colocado a mão um por um.

Ferrari Azul?

O vale a pena postar de novo vai postar novamente a hisrória da Ferrari e suas outras cores.

Nem sempre a Ferrari correu de vermelho, nem eu sabia disso descobri fuçando pela net, isso eu não sabia.


Bom desta foto à cima só consegui saber que a Ferrari Azul e amarela é uma Ferrari 625 de Foilán González.

Tudo teve início quando as autoridades esportivas dos Estados Unidos estavam demorando para homologar o modelo "250 GTO" para competições.

Furioso com a demora, Enzo decidiu que seus carros seriam inscritos por um importador, a "NART" (North American Racing Team), e correriam com as cores azul e branca nas corridas na América do Norte.

“Se não homologarem a 250 GTO, a Ferrari nunca mais inscreverá uma equipe oficial em uma corrida americana” ameaçou "Il Comendattore", que teve sua situação regularizada semanas depois.

No final, a Ferrari sagrou-se campeã com John Surtees, depois de uma temporada bastante turbulenta nos bastidores da equipe.

Basta lembrar, por exemplo, que o inglês viveu uma situação bastante constrangedora no GP da Itália.

Simplesmente, Enzo o deixou sem carro durante boa parte da classificação.

Só liberou o carro para Surtees no último momento, pois queria levá-lo ao limite do desespero, por acreditar que o piloto não tinha espirito lutador.

Curiosamente, no filme "Grand Prix" (1966), Jean-Pierre Sarti enfrenta situação semelhante nas mãos de Agostini Manetta.

Ferrari 1512

Mas, voltando ao assunto, houveram ainda mais algumas situações em que a Ferrari correu com outras cores. Nos GPs da Bélgica de 1958 e 1961, o piloto da casa, Olivier Gendebien, correu com um carro inscrito pela "Écurie Francorchamps", pintada de amarelo (cor da Bélgica no automobilismo).

Olivier Gendebien

Antes disso, em 1951, o inglês Peter Whitehead correu com uma Ferrari particular, com o “British Racing Green” e batizada de “Thin Wall Special”.

Peter Whitehead

Em 1976, em uma corrida extra-campeonato, o italiano Giancarlo Martini correu com uma Ferrari alugada pela Scuderia Everest e pintou a tomada de ar de preto.

Giancarlo Martini

Recentemente, no GP da Itália de 2001, disputado cinco dias depois dos atentados terroristas nos Estados Unidos, a Ferrari retirou todas as inscrições de patrocinadores e correu com o bico dos carros pintados em preto, em sinal de luto.

Barrichello e Schumacher