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“Menino” prodígio

O jovem Alberto Ascari, filho do grande campeão Antonio Ascari, tem mostrado que conquistou um lugar na Scuderia Ferrari por seus esforços e não por causa do sobrenome ilustre.

De geração em geração: Alberto posa com o filho

A estreia de Alberto no automobilismo se deu na última Mille Miglia do período “Pré-Guerra”, em 1940, com o primeiro carro construído por Enzo Ferrari, o “Autoavio Construzioni 815”.

No retorno às corridas, em 1947, ele chamou a atenção das equipes principais da Maserati ao conquistar o segundo lugar no Grande Prêmio do Cairo, na categoria dos “Voiturettes”, com um Cisitalia D46.

Pela marca do tridente, Ascari venceu, entre os anos de 48 e 49, o Gran Premio del General Juan Perón -durante a temporada argentina- e o GP de San Remo.

Após uma breve passagem pela antiga equipe de seu pai, a Alfa Romeo, Ascari se transferiu para a Ferrari, onde já conquistou as corridas de Bari e Reims, na Fórmula 2, e os Grandes Prêmios da Suíça, da Itália e o International Trophy de Silverstone, na categoria principal.

Depois da vitória no último final de semana, na Bélgica, a estreia do mais novo prodígio italiano na Fórmula-1 é aguardada com ansiedade pela imprensa italiana e pela torcida da Ferrari.

Quando o Lancia caiu no mar






Algumas curiosidades do modelo D50 e a queda no Mediterrâneo.

Lembrando que o italiano era um homem bastante supersticioso e, talvez, tivesse razões para isso.

No GP de Mônaco de 1955, o piloto perdeu o controle do seu Lancia D50 e caiu no mar.

Entretanto, apesar de ter sido um acidente de grandes proporções, Ascari fraturou apenas o nariz.

Quatro dias depois, foi convidado pelo amigo Eugenio Castellotti, para acompanhar uma sessão de testes da Ferrari, que iria participar da Mille Miglia.

Fascinado pelo modelo, Ascari pede para experimentar a máquina.

Depois da terceira volta, perde o controle do carro, na saída da curva que hoje é conhecida como Variante Ascari.

A Ferrari capota e o piloto é arremessado longe, morrendo na hora.

Por uma incrível coincidência, naquele mesmo dia, trinta anos antes, Antonio Ascari (pai do piloto), havia sofrido seu acidente fatal, no Grande Prêmio da França.

Infelizmente, depois da morte de Alberto Ascari, a Lancia retirou-se da Fórmula 1.

A Fiat, dona da marca italiana, cedeu os modelos D50 e todo o pessoal técnico para a Ferrari.

Lembrando que, naquela época, a Ferrari ainda não pertencia ao Grupo Fiat.

Como resultado, Fangio foi campeão no ano seguinte, correndo com o D50.

O carro, que havia caído no mar, foi recuperado e utilizado normalmente por seus pilotos durante a temporada.

fonte: blogportf1