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Schumacher e Senna

Olá galera do Gp Expert

Nesse domingo teremos o Gp da Bélgica, no clássico circuito de Spa- Francorchamps, um gp "histórico", no qual se comemora 20 anos da estréia de Michael Schumacher na Fórmula 1 e também a reestréia de Bruno Senna na categoria. Ele, que estará substituindo Nick Heidfeld na Renault-Lotus, irá mexer com a memória de muita gente (Galvão Bueno que o diga), pelo fato de correr com um carro preto e dourado, cuja equipe tem uma ligação intensa com o Ayrton, que conquistou a 1° vitória em Spa em 1985, com a Lotus preta.
Abaixo separei uma imagem do Gp Brasil de 1994. Senna, já consagrado, a frente do jovem promissor Schumacher, esse ano inverteu a situação. Schumacher aniquilou quase todos os recordes na categoria e Bruno Senna está começando a escrever a história dele na categoria.



Senna no trator?


Se Interlagos está no calendário da Fórmula 1 hoje, deve muito a Senna. O piloto trabalhou muito nos bastidores para que a etapa de São Paulo voltasse a sediar a categoria a partir de 1990. Até carro de terraplanagem ele dirigiu durante as obras no circuito.

Senna em 1980

Na foto temos Ayrton Senna na inauguração do kartodromo Rio Verde em Nova Lima - MG em novembro de 1980.


Senna em Monza 1985

Senna após a pole conquistada em 1985 com a Lotus Renault 97 T. Ao lado, a vespa que ele ganhara de presente pelo feito.

Pista Estreita

Ayrton Senna: “Se você tem um problema, vem e fala comigo”

Na temporada de 1992, a Mclaren de Ayrton Senna já não tinha o mesmo rendimento. A Williams entrava em um período de certo domínio, prova disso, foram as 15 poles positions entre as 16 possíveis ao longo do ano e suas 10 vitórias.

Se estava difícil para acompanhar o ritmo dos concorrentes, atrás aparecia um alemão, ainda jovem, e com mais arrojo que experiência. A foto acima é um resultado do Grande Prêmio da França, quando Schumacher acertou a traseira do carro de Senna.

Era só o início da rivalidade entre os dois pilotos.

fonte; blogsportf1

Senna x Mansell agora em Mónaco


Neste domingo teremos o GP de Mónaco, para recordarmos um pouco retornemos a 1992, todos até os mais otimistas acreditavam que a série de vitórias de Ayrton Senna seria quebrada. Senna vinha ganhando no principado de Mónaco desde 1989 e em 1992 o inglês Nigel Mansell tinha a imbatível Williams em suas mãos e a poucas voltas do final da prova não é que os "Deuses" do automobilismo aprontaram das suas. Veja no video as ultimas voltas do GP.

Senna e Fittipaldi


Imagem de um teste coletivo da pré temporada de 1984 realizado em Jacarepaguá.

De um lado, o jovem Ayrton Senna, que realizava um de seus primeiros testes com a Toleman. Do outro, o experiente Emerson Fittipaldi testando um Spirit patrocinado pela Walt Disney italiana.

O pai de Fulvio Ballabio - companheiro de equipe de Fittipaldi nos testes-, detinha os direitos da publicação da revista na Itália e acabou bancando a brincadeira.

Comentou-se, inclusive, que o teste do brasileiro Bicampeão Mundial não passou de um golpe publicitário para promover a marca STP.

fonte: blogsportf1

Destaque em Carro

Era bem claro no início de 1993, que a Williams mantinha sua superioridade entre as equipes de Fórmula 1, confirmada durante os treinos e na primeira etapa, na África do Sul.

A tática de Ayrton Senna era uma só - pois andar na frente era impossível: ficar próximo dos carros britânicos esperando uma oportunidade ou uma condição especial para tentar a vitória.


Foi justamente isso que aconteceu no Grande Prêmio do Brasil daquele ano.

A chuva veio na hora certa e ainda tirou o líder da corrida, o francês Alain Prost. Damon Hill encontrou dificuldades com o carro e Senna teve pista livre para vencer sua segunda corrida em Interlagos, para delírio dos torcedores.

Estes, invadiram a pista bem na reta oposta e não deixaram que Ayrton (e nenhum outro piloto), completasse a volta da vitória. Segundo o brasileiro, a Mclaren tinha um problema que em baixa velocidade, o motor sempre apagava. Sem o carro, e rodeado por fãs em polvorosa, Senna foi retirada e encaminhado ao Safety Car.

A bandeira seguiu firme em sua mão. Senna completou a volta até os boxes na janela do carro acenando para o público.

Quebra de protocolo: festa em Interlagos

fonte; blogsportf1

Senna x Mansell na Espanha só histórias

Em 1986 Ayrton Senna e Nigel Mansell começaram a escrever suas histórias nos GPs da Espanha.

No ano de 1986 Ayrton Senna levou a melhor vencendo a prova por apenas meio carro de vantagem, para ser mais preciso foram 14 milésimos de vantagem foi o que o brasileiro teve em relação ao pilot inglês, como vocês podem ver pela foto. (leia o resumo deste GP)


Mas em 1991 Nigel Mansell deu o troco no brasileiro Ayrton Senna.


Como vemos na fotos os dois pilotos vieram brigando lado a lado pela reta e o mais incrível é que os dois vieram soltando faíscas pela reta como se estvessem se tocando como podemos ver por esta segunda foto. Acredito que esta seja a imagem mais marcante de todos os GPs da Espanha em Barcelona a foto é do dia 29 de setembro de 1991, neste GP Mansell levou a melhor e venceu a prova Senna foi apenás o quinto colocado.

Senna e o Porsche 956

Em 1984, Senna fez uma corrida de Sport-protótipos, com um Porsche 956 da JOEST, numa altura em que era considerado, a par de Bellof, os prodígios do ano.

Esta prova foi nos 1000 km de 1984, no dia 15 de julho, em prova válida para o Mundial de Marcas. A essa altura já tinha ocorrido o épico GP de Mônaco. Senna não foi tão bem sucedido como 2 meses antes com o tal Mercedes 190... Não que o carro ou os companheiros de equipe fossem maus, muito pelo contrário. O carro era um Porsche 956, inscrito por Reinhold Joest. Os companheiros de equipa eram Henri Pescarolo, que havia ganho até aquela altura Le Mans quatro vezes (inclusive naquele mesmo ano, um mês antes, e Stefan Johannson, rápido piloto sueco). Nos treinos, o trio só conseguiu marcar o 9° tempo. Teria que disputar a prova contra dois carros de fábrica da Porsche, além de dois Lancias, e Porsches das Equipes Fitzpatrick, Kremer, Lloyd e Brun. Embora tivesse chovido, o carro 7 perdeu oito voltas nos boxes, com problemas na embreagem, e Senna terminou a corrida em 8° lugar. Depois disso, Senna nunca mais correu fora da Fórmula 1.

Ele gostou da experiência : "É mais pesado que um F1, mas é bastante rápido" No fim, depois de longas conversas com a equipa, ainda cogitou andar na equipa, mas os compromissos da F1 inviabilizaram desde logo a sua continuidade na equipa. E ainda bem, valeu a pena a escolha!



O cockpit do Porsche 956 que Senna pilotou em Nurburgring no ano de 1984.

O herói de uma nação

Para alguns jovens Ayrton pode não passar de um ex-piloto famoso, de um tricampeão, como Piquet e Lauda. Para os mais velhos, talvez, seja uma consequência do ótimo Emerson e do que o Brasil já havia construído no automobilismo. Para toda uma geração, que hoje tem cerca de 30 anos, este sujeito foi o ídolo maior de um país.

A morte mais dolorida de alguém que você sequer conheceu. O domingo mais triste da história de um país.

Aquele sujeito corajoso, ousado, com a postura de vencedor que contradiz o jeitão brasileiro de ser, deixava de erguer nossa bandeira aos domingos pro mundo todo aplaudir.

Era nosso orgulho, nosso filho mais querido.

Havia quem não gostasse, claro. Mas eram raros. Ainda são.

Ayrton ultrapassou o limite entre um ídolo do esporte e um ícone nacional. Era um exemplo ao brasileiro de que não eramos os “coitadinhos”, que nem sempre foi bem aproveitado.

Vencia na marra, perdia buscando seu limite. Errava, acertava, mas se bancava. O que prometia fazer, fazia. Não engolia qualquer ordem, não aceitava condições e foi buscar, através de talento e força de vontade um lugar de destaque dos mais dificeis já vistos na F-1.

Chegar lá e bater seu companheiro é pra muitos. Ganhar de um companheiro mais forte, pra poucos. Desbancar um campeão mundial como Alain Prost, ganhar a equipe e se tornar o principal piloto com ele do lado, não é pra qualquer um. E ele fez.

Talvez por ter existido Senna, cobrem tanto de Rubens e Massa. Talvez não. É óbvio que sim.

Jamais imaginariam do Ayrton uma atitude como a de deixar o companheiro passar na última curva e se fazer de vítima no pódio. Ele não faria. Ganharia a corrida, seria demitido, brigaria com o mundo… mas coitadinho, jamais,

É o anti-brasileiro, paixão do povo que adora ser coitado, e que nunca aceitou esta condição.

Domingo fez 17 anos.

Comentarista, dono de equipe, manager do Bruno, empresário, presidente da república, técnico do Corinthians, comentarista da Globo, vendeder de maça na feira, sei lá o que ele estaria fazendo. Mas, estaria fazendo com brilhantismo.

Jamais aceitou a condição de “mais um”, muito menos a de derrotado. Perdia inconformado, e ao invés de apenas lamentar, buscava reverter.

E revertia.

Parou o mundo com sua morte. Fez jovens e senhores, juntos, sentarem na calçada chorando a perda de um desconhecido aqui no Brasil. Seu caixão passou para todos aplaudirem. As empresas pararam, as pessoas sairam nas ruas e não teve um hipocrita pra dizer: “Onde já se viu? Pra que tudo isso?”. Hoje, pra qualquer outro, teria.

Para Senna, não teve. Pois nem o mais azedo dos sujeitos seria capaz de discutir a importância de alguém que consegue fazer o que ele fez neste país.

Foram dias de verdadeiro velório nacional. Quem não se lembra não imagina como era entrar num onibus segunda-feira de manhã e ver pessoas chorando, do nada, sem um motivo aparente.

Ver as pessoas, ricas ou pobres, na rua com uma bandeirinha nas mãos saudando a última passagem dele, que lentamente, incoerente a sua vida, passava por nós nas avenidas de São Paulo.

Ayrton foi o que jamais tivemos, o que jamais teremos novamente e um exemplo mal aproveitado.

Nos ensinou que não somos inferiores, e que podemos, desde que não aceitemos qualquer coisa. Ensinou, ensinou, ensinou, e poucos aprenderam.

Hoje seria um domingo qualquer. Já sem ele nas pistas, mas, não tão longe de todos nós.

Mas, quis a vida que fosse assim. Talvez para que nos lembrássemos com mais força e saudades deste sujeito especial. Talvez porque ele era demais para o mundo em que vivemos.

Ele se foi, deixou mais do que precisava, mais do que devia, e uma gigantesca nação de “viúvas”.

Eternamente gratos pelos momentos mágicos de alegria e orgulho aos domingos de manhã, aquelas lágrimas de 1994 não secaram para muitos até hoje.

Sou um deles, admito.

Não terei outro ídolo com Ayrton, porque sua mistura de talento, personalidade, postura e carisma não permitem. E também porque não serei, nunca mais, um garotinho de 15 anos usando o boné da Nacional e idolatrando um cara que dirige um carro de corridas.

Quando resolvi ser jornalista, há muitos e muitos anos, um dos motivos era poder apertar sua mão.

Mas não deu tempo. Sequer o conheci.

Não importa. Não precisei disso para saber quem era.

Onde estiver, provavelmente no lugar mais alto do pódio, espero que esteja feliz, bem e que receba todo carinho deste povo, que mais de 15 anos após sua partida, ainda lembra de você todos os dias com enorme saudades.

“O fato de ser brasileiro só me enche de orgulho”, disse Senna, numa entrevista.

E nós dizemos o mesmo, campeão.

abs,
RicaPerrone
fonte: http://www.ricaperrone.com.br/

Pilotos da Indy homenageiam Senna em aniversário de morte

Brasileiros e estrangeiros falam sobre o tricampeão, falecido há 17 anos

Pilotos de corrida geralmente tendem a evitar hospitais e cemitérios, lugares que lhes lembram dos perigos do esporte. Mesmo assim, o bicampeão da IZOD IndyCar Series, Scott Dixon, foi até o Cemitério do Morumbi, na Zona Sul de São Paulo, onde o corpo de Ayrton Senna está enterrado, para prestar uma homenagem ao tricampeão mundial. Neste domingo, 1º de maio, data da Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé, completam-se 17 anos da morte do piloto brasileiro, em 1994, no circuito de Imola, na Itália.

"Eu dei uma passada para ver o túmulo do Senna. É um lugar calmo em uma cidade movimentada. Ele era uma lenda", escreveu o neozelandês em seu Twitter.

Senna continua sendo um herói para muitos pilotos do mundo todo, e ainda mais em seu país de origem. O fato de a corrida acontecer no 17º aniversário de sua morte gera motivação extra aos cinco brasileiros que estão na pista neste fim de semana. "Seria uma vitória muito importante, porque ele foi um herói não só para mim, mas para todo o Brasil", disse o tricampeão das 500 Milhas de Indianápolis, Hélio Castroneves. "Vencer neste domingo seria memorável para mim, não só por vencer no Brasil, mas num dia que traz emoção a muitos brasileiros. E vou fazer todo o possível para conseguir", afirmou.

Assim como Castroneves, Bia Figueiredo considera Senna um ídolo, apesar de ter se iniciado no kart poucos meses antes da morte do tricampeão. "Senna significa muito para mim", contou Bia, que é paulistana, como Senna. "Ele ainda é uma grande referência quando eu penso no esporte. Nós ainda assistimos suas corridas em vídeo e podemos ver sua determinação e foco quando ele corria. Ele ainda é um grande herói no Brasil, e todo mundo se lembra do seu aniversário e da data em que ele nos deixou. Correr no dia 1º de maio e talvez ganhar a corrida no país será a forma perfeita de agradecer a ele por tudo que fez por nós", apontou.

Vitor Meira vai fazer uma homenagem bastante pessoal a Senna durante a corrida. O brasiliense da equipe AJ Foyt pediu para a Art Mix, que pinta seus capacetes, pintar imagens de Ayrton na parte traseira do capacete que vai usar na corrida. Os desenhos gravados na peça são do designer canadense Mario Rotondo. "Sempre fui fã do Ayrton, e tenho certeza de que ele também está no coração de grande parte dos pilotos aqui. Nós nunca esquecemos dele", falou.

"Lembro muito bem do dia 1º de maio de 1994, quando infelizmente ele faleceu", recordou Meira. "É apenas uma maneira de dizer que ele ainda está em nossas lembranças. Eu o coloquei no meu capacete e queria fazer alguma coisa individualizada, por respeito ao que ele significou para mim", disse.

fonte: XYZ Live